***** International readers please scroll down
Ter você nos braços
é como sentir o Vento no rosto,
brisa do Mar,
areia entre os dedos.
É ter e não possuir,
sentir e não tocar.
É sonho encarnado,
tesouro indomado,
É o vento no céu.
*****************
To have you on my arms,
is like feel the Wind on the face,
Sea breeze,
sand among the fingers.
It's to have and don't own,
feel and don't touch.
It's incarnate dream,
indomitable treasure,
It's the Wind on the sky.
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domingo, 20 de junho de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
A Profecia

Three Rings for the Elven-kings under the sky,
Seven for the Dwarf-lords in their halls of stone,
Nine for Mortal Men doomed to die,
One for the Dark Lord on his dark throne,
In the land of Mordor where the shadows lie.
One Ring to rule them all, One Ring to find them,
One Ring to bring them all, and in the darkness bind them,
In the land of Mordor where the shadows lie.
Seven for the Dwarf-lords in their halls of stone,
Nine for Mortal Men doomed to die,
One for the Dark Lord on his dark throne,
In the land of Mordor where the shadows lie.
One Ring to rule them all, One Ring to find them,
One Ring to bring them all, and in the darkness bind them,
In the land of Mordor where the shadows lie.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Poetry under moonlight
Numa noite quente
"Satânico é meu pensamento a teu respeito e ardente é o meu desejo de
apertar-te em minhas mãos, numa sede de vingança incontestável pelo que
me fizeste ontem.
A noite era quente e calma e eu estava em minha cama, quando,
sorrateiramente, te aproximaste.
Encostaste o teu corpo sem roupa no meu corpo nu, sem o mínimo pudor!
Percebendo minha aparente indiferença, aconchegaste-te a mim e
mordeste-me sem escrúpulos.
Até nos mais íntimos lugares.
Eu adormeci.
Hoje quando acordei, procurei-te numa ânsia ardente, mas em vão.
Deixaste em meu corpo e no lençol provas irrefutáveis do que entre nós
ocorreu durante a noite.
Esta noite recolho-me mais cedo, para na mesma cama te esperar....
Quando chegares, quero te agarrar com avidez e força.
Quero te apertar com todas as forças de minhas mãos.
Só descansarei quando vir sair o sangue quente do seu corpo..
Só assim, livrar-me-ei de ti...
pernilongo Filho da Puta..."
Carlos Drummond de Andrade
*********************************************
In a hot night
"Satanic is my thinking about you and is my ardent desire to
tighten up on my hands, a thirst for revenge incontrovertible that
You did to me yesterday.
The night was warm and calm and I was in my bed, when,
you silent approached.
You steep your body without clothes on my naked body, without any shame!
Seeing my apparent indifference, you snuggle up to me and
bite me without scruples.
Even in the most intimate places.
I fell asleep.
Today when I woke up, looked up for you with a burning desire, but in vain.
You left in my body and in the bed sheet conclusive evidences of that among us
occurred during the night.
Tonight I'll lay down earlier, in the same bed I wait for you ....
When you come, I want to grasp with greed and power.
I want to squeeze you with all the strength of my hands.
I'll only rest when coming out the hot blood of your body ..
Only this way, I'll get rid of you ...
mosquito, you son of a bitch ..."
Carlos Drummond de Andrade
sábado, 4 de outubro de 2008
Habemus reforma ortographica
Não obstante o povaréu todo semi-analfabeto que habita nosso continental país, os sabichões da ABL resolveram reformar a nossa querida língua-mater. Resumindo: danou-se o treco.
Diiizem eles que é para que todos os países de colonização portuguesa "escrevam" a mesma coisa. Mas isso adianta de que? Eu é que não fico aí entrando numa bicha pra comprar cacetinho na esquina. Saem tremas, desaparecem acentos diferenciais, entram hifens onde não existiam hifens. Porém, vejamos pelo lado bom: imagina só se os caras resolvem incorporar verbetes do internetês e do emês ( linguagem dos EMOs - que na minha sincera e cândida opinião, deveriam morrer todos de forma bem lenta para terem motivo de choro). Seria quase um estupro à mente humana! Ixcrever axim abrev td sem acentu i sem pontuassaum ol regra gramaticau. Assaz triste.
Parafraseando minha avó: já estou muito velho para estas excentricidades. Eles que são brancos que se entendam. Tadinha da minha mãe, que se vê obrigada a reprovar alunos do último ano do ensino médio estadual em Filosofia por erros de língua portuguesa! ( detalhe: os mesmos alunos são aprovados com média 9,0 ou mais na cadeira que nos ensina a ler).
Tudo em nome da globalização e do bom entendimento, dizem eles. Mas até onde sei a língua falada aqui é quase um dialeto, se comparada ao Português original do Tio Camões. Fora isso que atualmente quase todos falam inglês ou mandarim.
Bom mesmo era o tempo em que farmácia era Botica Pharmacêutica e que pêlo era diferente de pelo e que ao pedir um côco tínhamos a certeza de que não receberíamos cocô.
Poeminha medíocre pra ilustrar:
Dois acentos e a conta.
Para Pedro, Pedro para!
Para é pronome e, agora, verbo
E o verbo agora é pronome
Dá-me um coco e não um coco
Daqueles geladinhos e não enroladinhos
Porque de enroladinho basta eu
Que não mais acho toalhas em meu guardarroupa
Não gosto de linguiça,
Mas não dispenso uma boa lingüiça.
Pena que destas já não encontraremos mais.
Parece coisa de extraterrestre, extracurricular.
Para Pedro, com carinho.
Para que tenhas juizo e não mais juízo
Pedro, para!
Toma vergonha na cara.
Diiizem eles que é para que todos os países de colonização portuguesa "escrevam" a mesma coisa. Mas isso adianta de que? Eu é que não fico aí entrando numa bicha pra comprar cacetinho na esquina. Saem tremas, desaparecem acentos diferenciais, entram hifens onde não existiam hifens. Porém, vejamos pelo lado bom: imagina só se os caras resolvem incorporar verbetes do internetês e do emês ( linguagem dos EMOs - que na minha sincera e cândida opinião, deveriam morrer todos de forma bem lenta para terem motivo de choro). Seria quase um estupro à mente humana! Ixcrever axim abrev td sem acentu i sem pontuassaum ol regra gramaticau. Assaz triste.
Parafraseando minha avó: já estou muito velho para estas excentricidades. Eles que são brancos que se entendam. Tadinha da minha mãe, que se vê obrigada a reprovar alunos do último ano do ensino médio estadual em Filosofia por erros de língua portuguesa! ( detalhe: os mesmos alunos são aprovados com média 9,0 ou mais na cadeira que nos ensina a ler).
Tudo em nome da globalização e do bom entendimento, dizem eles. Mas até onde sei a língua falada aqui é quase um dialeto, se comparada ao Português original do Tio Camões. Fora isso que atualmente quase todos falam inglês ou mandarim.
Bom mesmo era o tempo em que farmácia era Botica Pharmacêutica e que pêlo era diferente de pelo e que ao pedir um côco tínhamos a certeza de que não receberíamos cocô.
Poeminha medíocre pra ilustrar:
Dois acentos e a conta.
Para Pedro, Pedro para!
Para é pronome e, agora, verbo
E o verbo agora é pronome
Dá-me um coco e não um coco
Daqueles geladinhos e não enroladinhos
Porque de enroladinho basta eu
Que não mais acho toalhas em meu guardarroupa
Não gosto de linguiça,
Mas não dispenso uma boa lingüiça.
Pena que destas já não encontraremos mais.
Parece coisa de extraterrestre, extracurricular.
Para Pedro, com carinho.
Para que tenhas juizo e não mais juízo
Pedro, para!
Toma vergonha na cara.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Retórica do Processo Plagiativo
Esta semana, fui usado como cobaia da professora de literaura do cursinho no meio da aula. Ela usou-me como um exemplo de "poeta" que publica uma obra literária que no futuro seria usada como referência de estilos de época.
Deixando o bla bla bla de lado, o poeminha que ela fez e disse que foi de minha autoria ficou muito legal!
Eis que surge o plágio do tal poema. Plágio mais ou menos, né?! Afinal, segundo ela, foi eu quem fez o poema.
Lost
Avião. Uma hora.
Avião. Duas horas.
Aviao. Três horas.
Aeroporto. Quatro horas.
Aeroporto. Cinco horas.
Aeroporto. Seis horas.
Aeroporto. Relaxa e goza.
Avião. Oito horas.
Avião. Nove horas.
Avião... Crash!!!
Ilha? Praia? Jack???
Sayid? Sawyer? Locke???
Kate?! Kate! Kate!!! Kate...
Aeroporto. Treze horas.
Casa. Quatorze horas.
Amigos. Quinze horas
Lost.
P.s.: Caso isso realmente se torne uma obra literária de respeito, os créditos devem ir para a Professora Juliana.
P.s. II: Como foi que ela adivinhou que eu adoro Lost, aviões e que morei nos EUA por um tempo (pequeno, mas um tempo)???
Deixando o bla bla bla de lado, o poeminha que ela fez e disse que foi de minha autoria ficou muito legal!
Eis que surge o plágio do tal poema. Plágio mais ou menos, né?! Afinal, segundo ela, foi eu quem fez o poema.
Lost
Avião. Uma hora.
Avião. Duas horas.
Aviao. Três horas.
Aeroporto. Quatro horas.
Aeroporto. Cinco horas.
Aeroporto. Seis horas.
Aeroporto. Relaxa e goza.
Avião. Oito horas.
Avião. Nove horas.
Avião... Crash!!!
Ilha? Praia? Jack???
Sayid? Sawyer? Locke???
Kate?! Kate! Kate!!! Kate...
Aeroporto. Treze horas.
Casa. Quatorze horas.
Amigos. Quinze horas
Lost.
P.s.: Caso isso realmente se torne uma obra literária de respeito, os créditos devem ir para a Professora Juliana.
P.s. II: Como foi que ela adivinhou que eu adoro Lost, aviões e que morei nos EUA por um tempo (pequeno, mas um tempo)???
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