terça-feira, 7 de julho de 2009

Mais HQ

Meu momento nerd do dia!



Imagem retirada do site www.phdcomics.com

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Michelangelo


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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Novo mandamento...


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Da Criação do Mundo

domingo, 21 de junho de 2009

Just think about it

The best way to predict the future is to invent it.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Weekend update

Pois é... o plano B foi por água abaixo.

Mari: De vez em quando nem se mexendo a coisa anda. No meu caso desandou.

Mas quem se importa! decidi que vou tratar de gostar de quem gosta de mim. O resto que dê um jeito.

Ainda bem que amanhã é sabado!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Sacodindo a poeira

Looong time no post in here...

Toneladas de coisas contecendo ao mesmo tempo + preguiça = férias para os 17,5 leitores deste humilde templo da leitura inútil.

Porém, como eu não consigo ficar muito tempo afastado, cá estou de volta sem nada de construtivo a dizer.

Aos fãs de contos, nada temam: a saga "Quem conta um conto aumenta um ponto" continuará em breve ( assim que eu lembrar do que estava realmente pretendendo escrever naquilo ).

O motivo deste post tem nome, um sobrenome igual ao meu e, inacreditavelmente ( embora haja todo um séquito que duvide disso) teve a audácia e a proeza de prender toda minha atenção, ganhar o meu afeto e ainda me deixar de asa arrastando por aí.

Meninas: qual é?! Assim não dá! vocês devem ser mais objetivas e parar de cozinhar os nobres seres da estirpe masculina em banho-maria... Nada legal...

Quanto a mim, eu tenho que começar a me impor mais e pensar menos. Quando muito se pensa, ganha-se pouco. E brownies de chocolate com sorteve não ganham o mundo... S***t.

Amanha dou início ao plano B.

To be continued...

domingo, 21 de dezembro de 2008

Quem conta um conto, aumenta um ponto. Parte II



A despeito da fadiga, o trabalho segue noite adentro. Ainda não há tempo para a festa. Muitos dos nossos se foram durante o dia e devem receber uma pira funerária à altura de seu valor. Quanto aos inimigos, destino pior os aguarda. Devem ter seus pés cortados, para que seus espíritos não fiquem a vagar noite adentro, sedentos por vingança de seus algozes e tampouco eles devem encontrar nossos mortos na outra margem do Rio. O trabalha com a Lua já em seu poente, a alvorada próxima. O topo da colina forneceu alojamento e a grama um belo consolo para os corpos extenuados.
O sono, ainda assim, foi pesado e tenso para muitos. Nem bem acordei e procurei o druida que nos acompanha para tratar meus ferimentos. Saliva e musgo foram a solução contra os cortes; asas de morcego e um dedo de galinha baniram os maus espíritos que pudessem tomar meu corpo pelo ferimento. Segundo o druida, anéis de guerreiro rodeiam meu futuro. Outro bom preságio.
As provisões herdadas do espólio de batalha possibilitaram um festim e tanto! Pão mofado, vinho e javali suficientes para saciar a fome e afastar o medo.
Em marcha para o norte após a refeição, encontramos um mensageiro do então derrotado reino vizinho. A rainha oferecia sua rendição completa, a ser consolidada com festividades e a mão de sua filha para nosso Líder, agora Pendragon de toda Britânia.
Apeamos nos Salões da Lua após dia e meio de marcha. O povo, contrariado, nos foi receptivo. O reino era mui bem cuidado, com ruas limpas e palha nova nos telhados. Me impressionou o quanto eram diferentes os nativos daqui. Nunca havia saído da pequena aldeia onde nasci, no sopé das Ered Luin, as montanhas azuis. Sabia pelos meus estudos que trinta dias a cavalo separavam o glaciar norte dos portos de Dorset, ao sul, mas não imaginava como poderiam diferir as feições das pessoas na Britânia. Nunca em toda minha vida vi olhos tão azuis como estes que encontrei nesta aldeia.
A festa foi digna dos Reis. Eowyn, a Estrela deste Caer, é simplesmente a definição da perfeição. Aos 14 anos não possui cicatriz alguma, seja de corte ou doença, possui todos os dentes e estes são alvos como o leite. Cabelos loiros quase brancos em longos cachos. Os olhos eram pedaços do próprio céu da manhã. Profundos e misteriosos. Tocava cítara e recitava poesias sobre a Criação dos deuses e do tempo. Digna de um Pendragon, sem sombra de dúvidas. Embora contagiado por sua beleza, meus companheiros bêbados estavam sempre ao meu lado, como na parede de escudos, fincando meus pés no chão sólido e frio. A noite se resumiu a cordeiro, cerveja quente para afastar o frio do outono, castanhas e, ao fim da noite, uns agrados feitos pelas escravas da corte.
Pela manhã soubemos que o Pendragon polidamente rejeitara o casamento, alegando que uma jóia celeste jamais seria do merecimento de um rude ceifador de vidas. Meio a contragosto a paz foi selada, porém, ao nos retirar dos Salões do Caer notei as nuvens de amargura nos olhos de Eowyn, chovendo lágrimas sobre seu pálido rosto. Será que a veria novamente?
E marchamos para casa.

(continua)

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Quem conta um conto, aumenta um ponto. Parte I

Antes de mais nada, quero esclarecer que este texto não será considerado em momento algum algo próximo de uma produção literária. Esta parte eu deixo para os Imortais. Qualquer nome ou semelhança da vida pessoal de algum possível leitor será considerado mera viagem astral do leitor, seja esta causada ou não pelo efeito de drogas pesadas. Tenho dito.

Eis que conto:




A vida é coisa engraçada mesmo. Durante toda a existência fui treinado para superar os obstáculos que esta nos impõe. Mas uma coisa sempre nos falta na dada hora.
Anos a fio de provas, preparação, dedicação. Tudo passa num piscar de olhos. Na hora chegada, só há bruma, o ar pesado e úmido, a tensão evidente no estalar dos dentes. Há dezenas, centenas de milhares na mesma situação que eu agora. A manhã é negra, embora a alvorada já tenha passado. Os pés tentam fincar-se na grama pisoteada do vale. A posição é imprópria, o novato sempre se posiciona mal, não importa o que aconteça. Novato é novato.

A frente forma-se a primeira falange. A espera é longa; longa demais. Os corvos, arautos da destruição, espreitam acima das cabeças, sedentos por carne nova. Os corvos são os verdadeiros vencedores. Sempre deleitando-se sobre os corpos dos derrotados, que jazem sobre o campo vermelho-ocre e fétido. Quanto mais se avança percebe-se a mudança do solo. Este torna-se macio, acolhedor para os pés, forma uma base firme, forjada por sangue e corpos. Nesta batalha, andar sobre os corpos dos outros é fato corriqueiro, pelo visto. Minha mão treme frente à batalha que se aproxima lenta, sombria. Ouço o ruído dos primeiros cânticos, o torpor dos veteranos para suportar os horrores que vem a seguir.

Chego enfim à posição escolhida. Nessas horas, a lança é curta e o escudo parece frágil. A espada, tão cuidadosamente afiada durante os anos de treino, é pesada e escorregadia. Numa parede de escudos ela não tem muita utilidade. O Exército inimigo se aproxima, sombrio, fazendo o chão tremer. Eles estão a Norte, a favor da colina, enquanto nós só temos o Sol como vantagem. E este está encoberto por bruma, núvens negras e corvos. No chão, um trevo com folhas ainda verdes jaz pisoteado em meio à lama ensangüentada. Parece um bom presságio.

O estômago dá voltas. Estou na segunda fileira, no flanco esquerdo da nossa parede. O que me facilita, pois sou canhoto. Depois de estudar a parede inimiga e gravar fundo na mente a imagem pintada nos escudos e bandeiras, eis que o estrondo toma conta do negro dia. A morte toma seu lugar de espectadora e contagia a todos os demais. Para um iniciante, a Desolação vira uma cena deturpante do Inferno. Rezo que a morte seja rápida e a vitória, gloriosa.

Mantemos nossa posição, escudos se chocam num grande trovão que responde à investida do inimigo. Por um breve instante tudo emudece, as pernas se dobram ao chão, frente ao choque de corpos, lanças e escudos. Faz-se um clarão rápido, um baque surdo. Neste primeiro momento não há gritos de dor, tampouco mortes. Somente a pressão de escudo contra escudo, uma confusão louca para empurrar o inimigo ladeira acima. E então, quando a Senhora Negra dá seu grito de pavor, o sangue já pode correr livre colina abaixo, para alimentar os Oceanos Vermelhos do submundo.

As mãos suadas quase perdem a lança. Reforço o aperto até as juntas dos dedos esbranquiçarem. De repente, um clangor metálico ressoa em minha direção. O instinto reage rapidamente e faz com que somente um arranhão se faça em meu rosto. Meu companheiro a frente cai, e com ele, o inimigo perde a lança. Logo depois, o instinto move meu braço a frente, enterrando minha lança na barriga do assassino. Meu companheiro está vingado e minha vida está salva. Pelo menos até o próximo tomar o lugar deste; e digo-lhes: entranhas humanas são deveras traiçoeiras. Fazem-se convidativas à ponta de nossas lanças, mas num esforço último e gorgolejante, não as soltam, como os sacos de areia da Academia. As mãos de novato abrem-se em bolhas facilmente e a madeira da lança nunca usada lança farpas em sua carne.

O restante da batalha se segue com pouca diferença. Não sinto a faca cravada em minha coxa até tropeçar sobre um inimigo morto e, por pouco não me juntar a ele, não fosse pelo meu companheiro de escudo. Retiro a faca e com ela, vem a dor lancinante. Agora, existem três irmãos de armas entre mim e a linha inimiga. Por sorte, nossa barreira de escudos permanece sólida, embora mui mais delgada. Duas fileiras jazem, alimentando os corvos. Os inimigos, antes animados ladeira abaixo, sentem as pernas cansarem e o calor do Sol, agora brilhando entre as núvens do meio dia, calcinar os elmos de metal em suas cabeças. A Morte dá risadas no topo da colina. Seus pássaros estão sendo bem alimentados hoje.

Pouco depois, volto à frente de batalha. Ao longe, percebo o vulto do Senhor Negro em seu pesado cavalo de batalha. Seu manto púrpura ensangüentado é como a noite do juízo. Ceifando os hereges do mundo. Parece ser o arauto da Senhora Negra, que ainda dá risadas na colina.
Com este descuido, quase perco meu braço direito para uma espada enferrujada, que ficou retida em meu escudo antes de quebrar-se. Nossa parede de escudos se desfez. Não porque os nossos caíram, mas porque agora os deles eram poucos e nós subíamos a montanha animados. No meio do caminho meu pé, agora descalço, prende em um elmo negro, com dois chifres de cabra protuberantes. Só agora me dei conta de que o sangue do manto do Senhor Negro não era de meus companheiros, mas seu.

Minha espada ainda conseguiu sentir o gosto do sangue de outros cinco antes do cair da noite. As pernas já não respondiam, os braços não mais brandiam sequer uma pena. Queria que tudo fosse um sonho, mas as moscas, o cheiro de sangue fresco e o grasnar dos corvos iriam atormentar meus sonhos por inúmeras noites.

(continua)

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Os Inocentes do Brasil

Os inocentes do Brasil
não viram Dario sentar;
tampouco viram o navio entrar.
Estás bem, senhor?
Trouxe bailarinas?
Trouxe imigrantes?
Dario abriu a boca, moveu os lábios,
não se ouviu resposta.
Os inocentes, definitivamente inocentes, tudo ignoram.
Dario estava morrendo - gritou a velhinha grisalha.
Mas quem pagaria a corrida do táxi? Dario já não possuía
nem seu guarda-chuva, tampouco sapatos ou o fiel cachimbo.

Arrastado até a pedra fria jaz Dario.
Sem o paletó, sem a aliança de ouro,
sem os sapatos ou o guarda-chuva, sem o fiel cachimbo.
Os inocentes, definitivamente inocentes, tudo ignoram,
mas a areia é quente, a cerveja está gelada, e há um óleo suave,
que eles passam nas costas, e esquecem.
Apenas os marginalizados, os descalços, deixam um toco de vela para Dario.

Os inocentes do Brasil, que sempre tiveram sua terra
abençoada por Deus e bonita por Natureza sempre se esquecem, inocentemente
Que o Homem é o lobo do Homem
e a chuva cai indiferente aos inocentes do Leblon, de São Paulo ou de Brasília.